Há um ditado popular, usado para coisas boas e ruins, que diz assim: “Tal pai, tal filho!” Muito bem, estou certo de que muitas vezes é desejável que o filho seja muito parecido com o pai.
A Bíblia utiliza a mesma ideia para falar sobre o ideal de vida para cada ser humano: imitar o nosso Criador. Muito particularmente, dentro da Família Redimida da Fé, o texto bíblico nos exorta a sermos Imitadores de Deus: “Sede, pois, imitadores de Deus como filhos amados” (Ef 5.1).
Imitando o Amor do Pai - nosso Pai é amor e nós devemos amar se queremos imitar a Deus. Deus nos chama à experimentar o amor de Deus, amando ao nosso próximo: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (1João 4.7). De alguma forma, o amor de Deus flui através do amor ao próximo e nos oferece a chance de aprendermos mais sobre Deus, pelos efeitos que a prática do amor causa em nós e nas pessoas.
Imitando a Santidade do Pai - A beleza da santidade de Deus é como o salmista se refere ao brilho da sua presença. A santidade é o atributo mais precioso de Deus! Ele nos incita a vivermos em santidade como resultado da nossa filiação com Ele: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1.16). Deus exige de seus filhos a santidade como resultado claro de nossa relação filial com Ele. Assim como nossos pais humanos, querem se orgulhar de filhos que andam retamente; nosso Pai Celestial deseja que a vida de seus filhos, revelem a beleza do seu caráter.
Imitando a Vida do Pai - Certa vez, Jesus, o Filho Unigênito do Pai, disse: “Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo” (João 5.26). Muito possivelmente, essa afirmação era uma referência à ressurreição de Cristo, que haveria de acontecer. Mas também é uma forma de indicar algo de grande importância e relevância, no que diz respeito à liberdade que o Filho tem de oferecer a sua própria vida, como oferta voluntária. Jesus, o Filho de Deus, assim como Deus, também disse “não para si mesmo”, ao abrir mão de sua vida para nos conceder vida. De uma certa maneira, todos nós podemos fazer algo semelhando, aprendendo a viver uns pelos outros.
Rev. Mauricio Nepomuceno