O que tem movido o seu coração?

O Salmo 131 é composto por Davi a respeito dele mesmo. Ele, Davi, é o articulista da matéria que versa sobre o seu próprio ser. É tanto o autor como o tema. É uma autocrítica devocional que muito nos ensina sobre humildade e vida simples.

Davi compôs uma estrofe que confronta duas posturas recorrentes em muitos de nós: A soberba e a vaidade. A soberba que emerge em um coração orgulhoso (que pensa muito sobre si, auto exaltação), manifesta-se em um olhar indiferente (autoconfiante, altivez em relação ao outro), é alimentada pela vaidade e produz um tipo de “felicidade coisificada” na vida de pessoas que correm atrás e se enchem de muitas “coisas”, mas continuam vazias.

Davi, segundo Charles Swindoll, está dizendo que não se orgulha, nem se interessa por ser visto, ouvido ou percebido. Precisamos de humildade para um andar simples e não ambicioso, e também para pensarmos mais em nosso próximo. Lembrando que humildade não é pensar que você é menos, mas pensar menos em você" (C.S. Lewis). Pensar menos em nós é difícil, refrear nossos desejos e ambições mais difícil ainda. Reconhecer que estamos errados e precisamos mudar quão difícil é!

E ainda no salmo o 131, agora no versículo 2, encontramos uma metáfora que desenha em nossa mente a imagem de uma criança desmamada – uma criança que, apesar de suas limitações e fragilidades, está silenciosa, calma e descansa satisfeita nos braços protetores e provedores de sua mãe.

Davi utiliza duas vezes a palavra “desmamada”, para enfatizar descritivamente uma criança que “não mais luta nem se esforça para obter o leite materno, não mais exige ou se inquieta” (Swindoll). Uma criança que figuradamente demonstra como deve ser a nossa alma, ou seja, o nosso ser como um todo: pensamentos, palavras e atitudes – confiantes no cuidado divino.

Uma criança que está se desenvolvendo rumo à maturidade porque “desmamou”, não precisa mais ser o “centro das atenções” e é uma criança ensinável. Assim como uma criança que se satisfaz com a provisão de seus suprimentos necessários por uma mãe terrena, nós também precisamos aprender a: descansar tranquilos (e satisfeitos!) nos braços do nosso Pai Celeste e “aquietar” a alma, refreando nossos desejos, repensando em nossas ambições, redefinindo nossos valores e reposicionando nossas prioridades.

O que tem movido o seu coração? Humildade ou Arrogância? Simplicidade ou Altivez?

Humildade e Confiança são essenciais àqueles que servem a Deus e não a si mesmos!

Que Deus nos faça mais humildes e mais confiantes Nele!


Rev. André Aramys
Pastor 
Efetivo da Igreja Presbieriana do Tatuapé

2026, Igreja Presbiteriana do Tatuapé